Angola reiterou, este sábado, a necessidade de um compromisso renovado das partes envolvidas no conflito no Sudão do Sul, com vista à implementação integral do Acordo de Paz Revitalizado e ao fortalecimento da estabilidade naquele que é o país mais jovem de África.
A posição foi apresentada pela representante permanente de Angola junto do Escritório das Nações Unidas e de outras organizações internacionais em Genebra, Ana Maria de Oliveira, durante a 61.ª sessão do Conselho de Direitos Humanos, onde foi analisado o relatório da Comissão de Direitos Humanos sobre a situação no Sudão do Sul.
Segundo uma nota da Missão Permanente de Angola, a diplomata destacou que o Acordo de Paz Revitalizado constitui um instrumento essencial para assegurar a reconciliação nacional, a estabilidade duradoura e a salvaguarda dos direitos fundamentais dos cidadãos sul-sudaneses.
Na sua intervenção, Ana Maria de Oliveira sublinhou ainda o princípio das “soluções africanas para problemas africanos”, defendendo o reforço do papel das estruturas regionais e continentais na promoção de processos inclusivos, sustentáveis e liderados pelos próprios africanos.
A embaixadora incentivou igualmente a Comissão de Inquérito a prosseguir o seu mandato com responsabilidade, de modo a facilitar o diálogo entre as partes e contribuir para um ambiente político propício à concretização das aspirações do povo do Sudão do Sul.
Angola reafirmou, na ocasião, o seu compromisso contínuo com a promoção da paz e da estabilidade regionais, entendidas como bases indispensáveis para a protecção e promoção dos Direitos Humanos. “Não pode haver Direitos Humanos sem paz, nem paz duradoura sem desenvolvimento inclusivo”, sublinhou a diplomata. No mesmo contexto, foi reiterada a importância da promoção de uma cultura de paz, da educação em Direitos Humanos e da participação activa de mulheres e jovens como pilares centrais da acção diplomática angolana nos planos nacional, regional e internacional.