Um trágico acidente de autocarro ocorrido na madrugada de 15 de março, no município do Cabo Ledo, província de Icolo e Bengo, resultou na morte de 11 pessoas e deixou pelo menos 26 feridos, alguns em estado crítico, segundo uma nota de imprensa do Ministério da Saúde chegada à redação da LIVE TV Angola.
As vítimas estão a receber tratamento em várias unidades hospitalares de Luanda, com destaque para o Hospital do Prenda, onde a ministra da Saúde, Sílvia Paula Valentim Lutucuta, realizou uma visita de constatação nesta terça-feira.
Durante a deslocação, a governante acompanhou de perto o estado clínico dos pacientes e o trabalho das equipas médicas, sublinhando a complexidade dos casos. Entre os feridos, registam-se traumas torácicos, abdominais e pélvicos, fraturas múltiplas, traumatismos cranianos e lesões na coluna vertebral, exigindo intervenções cirúrgicas de emergência e acompanhamento intensivo.
Algumas vítimas apresentam ainda complicações tardias, conhecidas como rupturas internas de segundo tempo, que surgem horas após o acidente e requerem respostas médicas rápidas. “Graças ao preparo das nossas equipas e ao investimento em hospitais de alta complexidade, conseguimos salvar muitas vidas”, afirmou a ministra.
Para além do Hospital do Prenda, os feridos estão distribuídos pelo Complexo Hospitalar Pedro Maria Tonha Pedalé, Hospital Geral de Viana e Hospital Geral de Luanda, unidades equipadas para responder a situações de elevada gravidade.
O Ministério da Saúde informou ainda que está a prestar apoio psicológico e administrativo às famílias das vítimas, em articulação com diferentes instituições do Estado, incluindo os ministérios do Interior e dos Transportes, bem como organizações profissionais do sector.
Quanto às vítimas mortais, o processo de transladação dos corpos para as províncias de origem, como Cabinda e Uíge, será realizado assim que estiverem reunidas todas as condições logísticas necessárias. O Executivo reafirma o compromisso de continuar a garantir assistência médica integral e humanizada aos sobreviventes, destacando a importância da coordenação institucional para responder eficazmente a tragédias desta dimensão.