A menor de 15 anos, vítima de abuso sexual no passado mês de Dezembro, encontra-se actualmente sob proteção social da Administração Municipal de Viana, recebendo acompanhamento especializado e apoio psicológico. A informação foi confirmada nesta segunda-feira, ao final de um encontro entre a instituição e os familiares da adolescente.
Durante a reunião, foi assegurado que a jovem beneficia de acompanhamento contínuo, incluindo o devido seguimento das instituições competentes para a sua recuperação emocional e reintegração social.
No entanto, os pais da adolescente, identificados como Ngueve (mãe) e Jorge (pai de criação), manifestaram forte indignação contra o Serviço de Investigação Criminal (SIC), alegando que a menor foi conduzida ao local do crime sem a presença ou autorização dos familiares, situação que levantou preocupações quanto à proteção psicológica e legal da menor.
Segundo os relatos, o vídeo do crime, que circulou amplamente nas redes sociais no dia 28 de Dezembro, mostra claramente dois cidadãos adultos a abusarem sexualmente da menor, agredindo-a fisicamente, ameaçando-a de morte e discriminando-a.
Visivelmente emocionada, a mãe da adolescente declarou:
“Estou muito chateada. Como é de costume, a justiça não é para os pobres. Muitas vezes os malfeitores são colocados em liberdade, mas neste caso a justiça tem que ser feita.”
O pai de criação, Jorge, acrescentou:
“Estou muito passado. Eles devem pagar pelo crime. É provável que a minha filha não seja a primeira menina. Fomos excluídos pelas autoridades e não recebemos informações após a deslocação da menor pelo SIC.”
Segundo os familiares, a vítima teria sido agredida com uma garrafa na cabeça e ameaçada com uma arma de fogo durante o crime. Após o episódio, a família afirma ter ficado sem qualquer informação sobre o paradeiro da menor ou os procedimentos adoptados pelas autoridades, o que aumentou a sensação de vulnerabilidade e revolta.
Reações da sociedade
O caso gerou forte repercussão entre os cidadãos, que acompanharam o desfecho com preocupação e indignação. Para Maria da Luz, residente em Viana, “é importante que a menor receba apoio psicológico e social adequado. Casos assim mostram que ainda precisamos de mais sensibilização e proteção das crianças em Angola.”
Já Marcos de Sousa, outro cidadão, acrescentou:
“O acompanhamento das autoridades é fundamental, mas a sociedade também precisa assumir um papel ativo na prevenção destes crimes. A menor precisa sentir segurança e proteção de todos.”
Análise de especialista
O comentador residente para assuntos sociais e penais da LIVE TV ANGOLA, Pinto Luís, destacou que:
“A intervenção rápida das autoridades é um passo essencial para garantir a proteção da menor, mas é inadmissível que ela tenha sido conduzida ao local do crime sem a presença dos pais. Este caso evidencia falhas graves na atuação institucional e reforça a necessidade de políticas mais eficazes de proteção e acompanhamento de vítimas de abuso.”
Pinto Luís acrescentou ainda que a divulgação de vídeos e informações falsas nas redes sociais pode agravar a situação das vítimas, pelo que é necessário equilibrar o direito à informação com a proteção integral das crianças.
A Administração Municipal de Viana reiterou o compromisso com a defesa dos direitos da criança, proteção social, justiça e acompanhamento humanizado, reforçando a articulação com os serviços de saúde, ação social e órgãos de justiça, garantindo que a menor continue a receber suporte especializado e seguro.
Por seu turno, o Serviço de Investigação Criminal (SIC) deteve já os dois jovens acusados de abusar e agredir a menina Belma, no município de Viana, em Luanda.
Segundo o SIC, os suspeitos foram detidos na segunda-feira, dia 29, depois de vários dias de buscas. Os dois jovens têm 20 e 23 anos e são acusados de agressão física e abuso sexual de menor.
As autoridades informaram que os detidos vivem no bairro Luanda Sul, local onde o crime terá acontecido. O SIC esclareceu também que nenhum dos jovens pertence à Polícia ou a outros órgãos de segurança.
Tribunal de Viana aplica prisão preventiva aos acusados
Em paralelo, o Tribunal da Comarca de Viana aplicou prisão preventiva aos cidadãos Henriques Herdeiro Kiala e Fábio Gomes Gaspar, envolvidos no caso, que ganhou ampla repercussão nas redes sociais.

De acordo com o mandado de condução à cadeia, datado de 31 de Dezembro, a medida fundamenta-se na existência de fortes indícios de que os arguidos terão cometido os crimes de agressão sexual de menor, ofensas graves à integridade física e injúria.
Segundo nota de imprensa do Conselho Superior da Magistratura Judicial, enviada a LIVE TV Angola, o processo segue os seus trâmites normais, e a data de início do julgamento será divulgada oportunamente.
Reações da sociedade
O caso gerou forte repercussão entre os cidadãos, que acompanharam o desfecho com preocupação e indignação. Para Maria da Luz, residente em Viana, “é importante que a menor receba apoio psicológico e social adequado. Casos assim mostram que ainda precisamos de mais sensibilização e proteção das crianças em Angola.”
Já António Sousa, outro cidadão, acrescentou:
“O acompanhamento das autoridades é fundamental, mas a sociedade também precisa assumir um papel ativo na prevenção destes crimes. A menor precisa sentir segurança e proteção de todos.”
Análise de especialista
O comentador residente para assuntos sociais e penais da LIVE TV Angola, Pinto Luís, destacou que:
“A intervenção rápida das autoridades é um passo essencial para garantir a proteção da menor, mas é inadmissível que ela tenha sido conduzida ao local do crime sem a presença dos pais. Este caso evidencia falhas graves na atuação institucional e reforça a necessidade de políticas mais eficazes de proteção e acompanhamento de vítimas de abuso.”
Pinto Luís acrescentou ainda que a divulgação de vídeos e informações falsas nas redes sociais pode agravar a situação das vítimas, pelo que é necessário equilibrar o direito à informação com a proteção integral das crianças.
A Administração Municipal de Viana reiterou o compromisso com a defesa dos direitos da criança, proteção social, justiça e acompanhamento humanizado, reforçando a articulação com os serviços de saúde, ação social e órgãos de justiça, garantindo que a menor continue a receber suporte especializado e seguro.