Caracas, Venezuela – Num discurso carregado de simbolismo, firmeza política e profunda carga espiritual, a presidente em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o povo venezuelano permanece coeso, digno e inquebrantável diante das dificuldades e das agressões que visam subordinar o país. A declaração foi feita no passado 3 de janeiro, durante o acto solene de reconhecimento aos cidadãos caídos na defesa do território nacional.
Sob a premissa de que “a Pátria é humanidade”, Delcy Rodríguez sublinhou que a Venezuela não se define pela confrontação armada, mas pela superioridade moral de um povo que defende a sua soberania com consciência histórica e valores humanos profundos. “Não somos belicistas. Somos homens e mulheres de Estado, com dignidade e uma profunda riqueza espiritual”, afirmou, num recado directo à comunidade internacional.
A Chefe de Estado destacou que a verdadeira força da nação reside no espírito colectivo do seu povo, capaz de resistir às pressões externas sem abdicar dos seus princípios. Para Delcy Rodríguez, o conceito de Pátria, no caso venezuelano, ultrapassa fronteiras físicas e assenta no amor, na solidariedade e no compromisso com a autodeterminação dos povos.
No seu pronunciamento, reiterou que a Venezuela continuará a erguer-se como exemplo de resistência ética e política, mantendo “a cabeça erguida e o espírito inquebrantável” face a qualquer tentativa de ingerência, dominação ou chantagem internacional.
Durante a cerimónia, o Governo da República Bolivariana da Venezuela denunciou o que classificou como uma agressão desigual e ilegítima contra o povo venezuelano, reforçando a necessidade de unidade nacional e solidariedade internacional. Nesse contexto, foi expresso um agradecimento público ao Emir do Estado do Catar, Sua Alteza Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani, e ao seu governo, pelo apoio manifestado nos momentos mais críticos vividos pelo país.

O acto solene transformou-se, assim, num forte pronunciamento político e moral, reafirmando que a Venezuela seguirá firme na defesa da sua soberania, da paz e da dignidade nacional, convicta de que a justiça histórica e a força dos povos livres prevalecerão sobre qualquer tentativa de subjugação.