A província do Cunene registou um aumento significativo da produção agrícola, com particular destaque para a cultura do tomate, como resultado do funcionamento do Canal do Cafu, uma das principais infra-estruturas hídricas construídas no âmbito do combate à seca no sul do país.
Com uma extensão de 165 quilómetros, o Canal do Cafu integra 30 chimpacas, cada uma com capacidade para armazenar cerca de 30 milhões de metros cúbicos de água, permitindo o abastecimento regular para a agricultura, o consumo humano e a dessedentação do gado. Os benefícios do empreendimento estendem-se a centenas de milhares de pessoas e animais, numa área agrícola estimada em cerca de 15 mil hectares.
De acordo com o JA Online, produtores locais reconhecem que a disponibilidade de água tem permitido melhorar os níveis de produção, diversificar culturas e garantir colheitas mais regulares, contribuindo para o reforço da segurança alimentar e para a dinamização da economia local, numa região historicamente afectada por longos períodos de estiagem.
O Canal do Cafu está enquadrado no Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA), que abrange as províncias do Cunene, Namibe e Huíla. O programa visa mitigar os impactos da seca cíclica, promover a resiliência das comunidades e criar condições sustentáveis para o desenvolvimento agro-pecuário. Com a entrada em pleno funcionamento do canal, as autoridades esperam um aumento contínuo da produção agrícola, a melhoria das condições de vida das populações locais e a redução da vulnerabilidade das comunidades rurais face às alterações climáticas.