A intenção da Liaoning Fangda Co. Ltd., holding da Hainan Airlines, de retomar a cooperação com a TAAG – Linhas Aéreas de Angola marca um novo capítulo nas relações económicas entre Luanda e Pequim. O eventual restabelecimento da parceria poderá reforçar a conectividade aérea bilateral, dinamizar o turismo e criar novas oportunidades para investidores e empresários dos dois países.
A cooperação aérea entre Angola e a China pode ganhar um novo impulso estratégico. A Liaoning Fangda Co.Ltd., holding da companhia aérea Hainan Airlines, manifestou em Pequim a intenção de reativar o protocolo de cooperação com a TAAG – Linhas Aéreas de Angola, além de explorar novas áreas de colaboração económica e industrial.
A manifestação foi apresentada durante um encontro de alto nível entre a Embaixadora de Angola na China, Dalva Ringote Allen, e uma delegação liderada pelo Director Executivo e de Marketing da Liaoning Fangda, Liu Ji Chun.
Segundo o responsável chinês, a Hainan Airlines manteve um acordo de cooperação com a TAAG entre 2008 e 2014, período em que foram desenvolvidas iniciativas conjuntas no sector da aviação. A empresa pretende agora, em articulação com as autoridades angolanas, avaliar a viabilidade da retoma das operações e identificar novas oportunidades estratégicas.
Uma gigante da aviação
Fundada em 1989, a Hainan Airlines é actualmente a maior companhia aérea privada da China e a quarta maior do país. Opera a partir dos hubs de Haikou e Pequim, ligando cerca de 90 destinos na Ásia, Europa, América do Norte e África. Em 2012, transportou mais de 23 milhões de passageiros, consolidando-se como uma referência no mercado asiático.
A eventual retoma da cooperação com a TAAG poderá representar um salto qualitativo na conectividade aérea entre Angola e a China, num momento em que as relações bilaterais atravessam uma fase de consolidação estratégica.
Impacto económico e diplomático
Especialistas consideram que o reforço das ligações aéreas poderá:
- Dinamizar o turismo bilateral
- Facilitar o fluxo de empresários e investidores
- Reduzir custos logísticos nas viagens de negócios
- Criar condições para acordos de partilha de códigos e novas rotas directas
Para além do sector da aviação, a Liaoning Fangda demonstrou interesse em apoiar Angola no desenvolvimento de infra-estruturas hospitalares e farmacêuticas, expandindo a cooperação para áreas sociais sensíveis e estratégicas.
O grupo actua ainda nos sectores da Construção Civil, Indústria Siderúrgica, Indústria Farmacêutica e Comércio Internacional, o que poderá abrir novas frentes de investimento no mercado angolano.
Durante o encontro, a diplomata angolana reiterou que Angola permanece aberta ao investimento chinês, sublinhando que as empresas chinesas continuam a ser parceiras bem-vindas no processo de diversificação económica do país.
Caso se concretize, a retoma desta parceria poderá simbolizar não apenas a reativação de uma rota aérea, mas o fortalecimento de uma ponte estratégica entre Luanda e Pequim com impacto directo no comércio, no turismo e na cooperação bilateral de longo prazo.