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ANGOLA DESTACA NA ONU AVANÇOS NA PREVENÇÃO E RESPOSTA A PANDEMIAS

Saúde

Nova Iorque – Angola apresentou, esta terça-feira, os progressos alcançados no fortalecimento da sua capacidade de prevenção, preparação e resposta a pandemias, durante a Reunião de Alto Nível sobre a Prevenção, Preparação e Resposta a Pandemias, realizada na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

A posição do país foi apresentada pelo representante permanente de Angola junto da Organização das Nações Unidas, Francisco José da Cruz, que destacou os investimentos realizados com o apoio do Fundo para Pandemias para reforçar a segurança sanitária nacional e aumentar a capacidade de resposta perante futuras emergências de saúde pública.

Durante a sua intervenção, o diplomata angolano sublinhou os avanços registados no fortalecimento dos sistemas de vigilância epidemiológica, na expansão das capacidades laboratoriais e de diagnóstico, bem como na implementação de mecanismos de coordenação multissectorial para a detecção e resposta rápida a ameaças sanitárias.

Entre as iniciativas em curso, Francisco José da Cruz destacou a criação da Rede Nacional de Centros de Operações de Emergência em Saúde Pública, considerada uma das principais ferramentas para melhorar a capacidade do país de identificar, monitorizar e responder rapidamente a surtos epidemiológicos e outras emergências sanitárias.

“O fortalecimento dos sistemas de alerta precoce permitiu melhorar significativamente a capacidade de resposta às ameaças de saúde pública”, afirmou o embaixador, acrescentando que estes esforços têm sido complementados por investimentos em vigilância comunitária, equipas de resposta rápida e capacitação contínua dos profissionais de saúde.

Apesar dos avanços alcançados, o representante angolano reconheceu que persistem desafios importantes, sobretudo relacionados com a presença de doenças endémicas que continuam a exercer pressão sobre o Sistema Nacional de Saúde.

Francisco José da Cruz defendeu ainda que a construção de uma segurança sanitária global mais robusta exige maior solidariedade internacional, cooperação técnica e parcerias sustentadas entre governos, organizações internacionais, instituições financeiras, sector privado e comunidades.

O diplomata destacou igualmente o apoio prestado por parceiros internacionais como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), que têm colaborado com Angola na implementação de estratégias integradas de imunização, vigilância epidemiológica, comunicação de riscos e envolvimento comunitário.

Ao encerrar a sua intervenção, Francisco José da Cruz reafirmou o compromisso de Angola com a construção de sistemas de saúde mais resilientes e com a adopção da abordagem “Saúde Única” (One Health), que promove uma visão integrada da saúde humana, animal e ambiental.

O representante permanente apelou ainda à comunidade internacional para reforçar a cooperação global e investir numa arquitectura sanitária mais equitativa, capaz de prevenir e responder de forma eficaz às futuras pandemias. A reunião foi co-organizada pela presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Annalena Baerbock, e pelo director-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, reunindo representantes de vários países para discutir estratégias de preparação e resposta às ameaças globais de saúde

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