O ministro das Relações Exteriores, Teté António, e o embaixador da China em Angola, Zhang Bin, analisaram, em Luanda, o reforço das relações bilaterais, com destaque para a diversificação da cooperação económica e estratégica entre os dois países.
Angola e a China deram mais um passo no fortalecimento das suas relações bilaterais, durante um encontro realizado em Luanda, que reuniu o ministro das Relações Exteriores, Teté António, e o embaixador chinês, Zhang Bin.
De acordo com uma nota do Ministério das Relações Exteriores, o encontro permitiu analisar o estado actual da cooperação entre os dois países, caracterizada por elevados níveis de confiança política, alinhamento estratégico e interesses comuns.
Durante a audiência, as partes abordaram o aprofundamento e a diversificação da cooperação nos domínios político-diplomático, económico e comercial, numa altura em que Angola procura reforçar a sua posição no cenário internacional e reduzir a dependência do sector petrolífero.
As relações entre Angola e a China remontam a 1983, tendo ganho maior expressão a partir de 2002, no contexto da reconstrução nacional, período em que o país asiático se afirmou como um dos principais parceiros estratégicos de Luanda.
No plano económico, a cooperação tem sido sustentada por linhas de crédito de instituições financeiras chinesas, associadas, em muitos casos, ao fornecimento de petróleo angolano. Este modelo permitiu a implementação de projectos estruturantes, incluindo a construção e reabilitação de estradas, caminhos-de-ferro, hospitais, escolas e habitação.
Actualmente, a China mantém-se como o principal parceiro comercial de Angola, sendo o petróleo bruto o principal produto de exportação, enquanto as importações incidem sobre maquinaria, equipamentos e bens de consumo.
Nos últimos anos, o Executivo angolano tem apostado no reequilíbrio desta parceria, promovendo a diversificação económica, a atracção de investimento estrangeiro e o desenvolvimento de sectores não petrolíferos. A evolução da cooperação entre os dois países aponta para uma nova fase, marcada pelo investimento directo, transferência de conhecimento e aposta em áreas emergentes como energias renováveis e formação técnica, reflectindo uma adaptação às dinâmicas da economia global.